Se me perco, me encontro, se me encontro, me perco novamente. Um vaivém, uma nota camuflada, um rato correndo por entre as velharias. São gotas que caem, que caem, que molham, são orvalho, são vitais. O que realmente supre é se esconder dentro do próprio almacídio, supre...supre de um modo neutro. Os caminhos parecem bifurcar, parecem presos no seu próprio destino, no seu próprio caminho. Palavras, inúteis palavras, monte de nada, não conseguem me pegar, não conseguem essenciar, almaciar. O que é o desejo se não um impulso banhado de insensatez, de falta de nexo? Esse abrir de janelas é sujo, escurecer, pôr-da-vida. A vida, presa no escuro, presa no silêncio, essa vida é a vida, que vai, que vem, que conforta. Formas, cores, texturas, lápis, nada é tudo, nada consegue essenciar. E se o mundo não passar de uma bola de gude flutuando num pedaço de tudo? E se viver for mentira? E se mentir for verdade? E se, e se, e se, e se? Cantos heróicos que soam pela noite quente de inverno, que teimam em dizer que somos algo concreto, que teimam em dizer que somos essência.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
indignação é pouco;
cortar metade do braço, com a maior naturalidade do mundo, embrulhar numa sacola plástica e depositar no lixo, parece um absurdo não é? Agora, pare pra pensar pra ver se abandonar um filho no mundo não é a mesma coisa. É, tem sentido não é? Agora me diga, sou eu, ou é metade do mundo que tá enlouquecendo ou talvez abdicando de duas partes de si: seu coração e seu filho? Não sei que tipo de mentalidade está se desenvolvendo, mas garanto que é uma bem precária, pois, observando de um certo ângulo, tais atos podem ser considerados uma tremenda crueldade, somada, é claro, com UMA TREMENDA BURRICE, uma burrice de ser tão ignorante a ponto de não reconhecer o que lhe pertence de verdade, A VIDA que lhe pertence a partir de um certo momento, a felicidade que é dada de graça e que tanta gente joga fora, assim, como se fosse uma embalagem qualquer que não tem serventia. É engraçado, sim, as coisas, de tão ridículas se tornam cômicas, já que tudo virou festa, vamos ridicularizar mesmo, vamos abrir a mente para as picuinhas, para as banalidades, para as ignorâncias e principalmente para as crueldades que muitas vezes são taxadas de "doenças mentais". Me poupe e me economize, por favor né! Já que não aprendem pelo amor, que aprendam pela dor, que sejam presos, que mofem no presídio pra aprender, afinal, cada um escolhe e trilha seu caminho!
welche;
Já me senti tão perdida e tão em mim, que me acostumei, me acostumei com a mistura de sentimentos, ou talvez a falta de algum. Já me tornei sábia e cega num só momento, já quis mergulhar e voar, só pra sentir algo. E continua a me faltar, me falta isso, aquilo, nada e tudo, me falta algo que eu mesma não sei.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
enjoy it
Parece até ridículo, ou talvez seja ridículo mesmo, eu tô aqui dentro do carro, viajando, numa chuva desgraçada, e do nada me veio algumas coisas na cabeça, coisas que parecem tolas, mas que na verdade dizem mais do que o superficial. Quando eu era criança, criança mesmo, de uns 10, 11 anos, eu era inocente, falava coisas bobas, era meio ingênua, e parecia um palhaço em miniatura. Eu vivia na casa da minha prima, e muitas vezes, muitas vezes mesmo, a gente ligava o karaokê e começava a cantar bem alto, com a certeza de que quanto mais a gente cantasse, a chuva iria parar aos pouquinhos, e não sei se era por coincidência, sorte, ou até mesmo a nossa força de vontade, mas a chuva sempre parava. Talvez seja isso que esteja faltando nesse mundo tão "maduro" que a gente criou, nessa nossa fase "adulta" que todo mundo acha que vive, talvez a bobisa e a inocência de uma criança, possa mudar muita coisa, dentro e fora da gente. O mundo não é feito somente de burocracia, status e social, isso preenche só 30% das situações, pelo menos na teoria né, já na cabeça das pessoas nem posso falar nada. Acreditar, se desapegar, e se entregar, não mata, não engorda e nem dói.
sábado, 11 de setembro de 2010
me, me n me, it's a fool
E toda vez que tentamos voar, caímos, seja pela falta de esperança ou pela falta de asas, tanto faz. Numa boa, nem adianta eu me mostrar indignada, ou revoltada com o mundo, como eu geralmente faço, porque só reclamar e se assustar não resolve nada, então acho melhor eu ficar tentando induzir as pessoas à uma melhora, apesar de que uns noventa por cento das pessoas que lerem meus textos, não vão sentir nem uma pontinha de revolução brotar nas suas mentes, mas enfim, eu sou brasileira e não desisto nunca, até porque sempre tem aqueles que possuem um cérebro e têm uma visão ampla das coisas, sendo assim, essa minoria pode muito bem contribuir para o maior problema do mundo, a sua destruição. Não pretendo dar uma de eco chata, até porque eu nem conseguiria, eu acho que é melhor focar em uma só questão, que eu penso ser a solução da maioria das outras questões, a tal da união. E eu te pergunto leitor, se você e uma outra pessoa estivessem correndo risco de vida, e houvesse apenas como salvar um de vocês, o que você faria, se salvaria, ou salvaria seu colega? Tá, essa é óbvia, você se salvaria. E é aí que mora o problema, o maior problema, o egocentrismo, a porcaria de pensamento que induz as pessoas à se colocarem em primeiro lugar em tudo quanto é caso. Não é só em casos tensos como esse que mora a porcaria do egoísmo, mas também em casos tolos e diários, como por exemplo comer uma bala e nem ao menos oferecer ao colega, por questão de educação, tá, pode rir ou me achar ridícula, mas isso te faz cada vez mais egoísta e interesseiro, o que pode não só acabar com você, mas com o mundo também, porque se uma pessoa que possui essa personalidade óbviamente irá contribuir para que o mundo se destrua, quebre em pedaços, perca a cor e a vida. Os atos, e as gentilezas deveriam ser feitos por gosto, por vontade de ajudar e não por interesse. Deixo as pessoas falarem, que falem, que comentem, que critiquem, não vejo problema algum em enxergar a verdade e querer a verdadeira felicidade. Sonhadora, pedreira, tola, poeta dos quintos, aceito qualquer conceito, porque ao contrário de muitos, eu quero ser quem eu sou e não um alguém que agrada à todos, um alguém simplesmente fútil.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
so I'll be out for the rest of my life.
parece que tudo perdeu seu valor, e a culpa é nossa, toda nossa, porque a gente banalizou quase tudo, quase tudo que tinha de importante e mágico no mundo. Talvez eu não esteja em minha sã consciência, talvez eu esteja delirando, mas as pessoas estão destruindo tudo, e eu me condeno junto, nós não damos mais valor pra nada, falamos a frase mais linda do mundo como se fosse bom dia, o "eu te amo" é arroz com feijão no nosso cotidiano, e se pararmos pra pensar, isso assusta, mas o que me assusta mais ainda, é a necessidade do ser humano de chamar a atenção, de ser notado, seja lá qual for a maneira, mas parece que a gente vive pra isso, pra tentar agradar todo mundo, pra chamar a atenção, e ser feliz? Cadê aquela sensação tão boa que só aparece quando as coisas são naturais? Na verdade, as pessoas acham que são felizes, porque possuem uma quantia razoável de dinheiro, uma casa bonita, o carro do ano, e um cônjugue com uma aparência e uma reputação apresentável, mas isso é o que tá matando tudo, isso é o grande veneno e a grande arma do mundo, porque isso é material, e a gente está dando mais valor pras coisas materiais do que pro nosso interior, porque quando você para pra pensar, você se toca de que as melhores coisas da vida, o que realmente dá aquela sensação gostosa, que eu não sei se é felicidade, não sei o que é, são coisas pequenas, atos tolos, rídiculos, como eu comentei na postagem anterior, é isso tudo junto, essas coisas pequenas, que fazem da nossa felicidade, uma coisa grande, e talvez eu esteja sendo estúpida, mas o ser humano é a coisa mais burra que existe nesse mundo, porque a gente complica o que é fácil, complica a vida, e é claro que vai chegar alguém e me dizer que eu que sou burra porque houveram vários homens que são conhecidos até hoje como gênios, mas eu respondo: a maioria desses gênios, eram considerados loucos, porque viam, faziam e pensavam coisas que ninguém mais via, e não eles não eram loucos, eles enxergavam a verdade, coisa que noventa por cento das pessoas não veêm. Parece que a gente só busca o prazer na vida, não só o prazer sexual, mas o prazer no geral mesmo, e isos não é viver, isso é só existir. Eu ainda acredito que as pessoas possam abrir os olhos, eu ainda acredito que eu possa me desapegar desses venenos que estão acabando com mundo, talvez demore algum tempo, milhões de anos, não sei, mas eu tenho esperança, esperança de que um dia haja vida no mundo e não só existência.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
as coisas simples;
e tudo vale a pena, tudo que for feito, falado, pensado, existido, tudo. Sabe, essas coisas tolas da vida, elas valem a pena, tomar banho de chuva, tocar campainha e sair correndo, acordar de madrugada pra ver a lua, ouvir milhões de vezes a mesma música, fazer cosquinha em si mesmo, rir do nada, cantar no chuveiro, sair pulando pela rua, passar um trote, dar um abraço inesperado em alguém, falar a primeira coisa que vem a cabeça, ver desenho tomando nescau quente, se entupir de chocolate, dormir na aula, jogar alguém na piscina, imitar alguém por 3 horas consecutivas, fazer greve de fome, fazer birra, tirar uma palhinha da cara de alguém, dar e receber cantadas idiotas, olhar as nuvens se mexendo, plantar um feijão num algodão, desenhar numa parede branquinha, ter ataque de riso, cantar bem alto na rua, ouvir músicas extremamente bregas, topar as loucuras do seu amigo, dar uma de louco, ficar vesgo, fazer caretas, brincar de mimica, jogar o jogo da velha no meio da aula, falar sozinho, mascar chiclete e grudar tudo na cara, berrar quando tem vontade, fazer uma tatuagem de chiclete, tomar banho de mar de noite, olhar as estrelas, apostar corrida, ler tirinhas, inventar desculpas ridículas, ver o nascer do sol, ser demente, soltar água pelo nariz, chorar de tanto rir, colocar a camisa do avesso, esquecer que tem um bago de feijão no seu dente, ser sonâmbulo, ir na padaria de pijama, fazer piquiniques, sonhar acordado, ler um livro, não entender nada e mesmo assim dizer aham, fingir que é um pato, fingir que é gago, dar uma de homer simpsom, subir numa árvore, roubar goiaba do pé do vizinho, pegar um ônibus errado, tropeçar, cair de bunda, falar errado, dormir e babar no travesseiro, fingir que tá dormindo, dar um susto em alguém, roubar no par ou ímpar, andar por ai sem destino, VIVER, viver é tão amplo, tão cheio de vida, tão cheio de emoção, que chega a ser ridículo não dar valor a vida.
Assinar:
Postagens (Atom)

