quinta-feira, 1 de abril de 2010

as coisas simples;

e tudo vale a pena, tudo que for feito, falado, pensado, existido, tudo. Sabe, essas coisas tolas da vida, elas valem a pena, tomar banho de chuva, tocar campainha e sair correndo, acordar de madrugada pra ver a lua, ouvir milhões de vezes a mesma música, fazer cosquinha em si mesmo, rir do nada, cantar no chuveiro, sair pulando pela rua, passar um trote, dar um abraço inesperado em alguém, falar a primeira coisa que vem a cabeça, ver desenho tomando nescau quente, se entupir de chocolate, dormir na aula, jogar alguém na piscina, imitar alguém por 3 horas consecutivas, fazer greve de fome, fazer birra, tirar uma palhinha da cara de alguém, dar e receber cantadas idiotas, olhar as nuvens se mexendo, plantar um feijão num algodão, desenhar numa parede branquinha, ter ataque de riso, cantar bem alto na rua, ouvir músicas extremamente bregas, topar as loucuras do seu amigo, dar uma de louco, ficar vesgo, fazer caretas, brincar de mimica, jogar o jogo da velha no meio da aula, falar sozinho, mascar chiclete e grudar tudo na cara, berrar quando tem vontade, fazer uma tatuagem de chiclete, tomar banho de mar de noite, olhar as estrelas, apostar corrida, ler tirinhas, inventar desculpas ridículas, ver o nascer do sol, ser demente, soltar água pelo nariz, chorar de tanto rir, colocar a camisa do avesso, esquecer que tem um bago de feijão no seu dente, ser sonâmbulo, ir na padaria de pijama, fazer piquiniques, sonhar acordado, ler um livro, não entender nada e mesmo assim dizer aham, fingir que é um pato, fingir que é gago, dar uma de homer simpsom, subir numa árvore, roubar goiaba do pé do vizinho, pegar um ônibus errado, tropeçar, cair de bunda, falar errado, dormir e babar no travesseiro, fingir que tá dormindo, dar um susto em alguém, roubar no par ou ímpar, andar por ai sem destino, VIVER, viver é tão amplo, tão cheio de vida, tão cheio de emoção, que chega a ser ridículo não dar valor a vida.

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