Se me perco, me encontro, se me encontro, me perco novamente. Um vaivém, uma nota camuflada, um rato correndo por entre as velharias. São gotas que caem, que caem, que molham, são orvalho, são vitais. O que realmente supre é se esconder dentro do próprio almacídio, supre...supre de um modo neutro. Os caminhos parecem bifurcar, parecem presos no seu próprio destino, no seu próprio caminho. Palavras, inúteis palavras, monte de nada, não conseguem me pegar, não conseguem essenciar, almaciar. O que é o desejo se não um impulso banhado de insensatez, de falta de nexo? Esse abrir de janelas é sujo, escurecer, pôr-da-vida. A vida, presa no escuro, presa no silêncio, essa vida é a vida, que vai, que vem, que conforta. Formas, cores, texturas, lápis, nada é tudo, nada consegue essenciar. E se o mundo não passar de uma bola de gude flutuando num pedaço de tudo? E se viver for mentira? E se mentir for verdade? E se, e se, e se, e se? Cantos heróicos que soam pela noite quente de inverno, que teimam em dizer que somos algo concreto, que teimam em dizer que somos essência.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)

