sexta-feira, 16 de abril de 2010

so I'll be out for the rest of my life.

parece que tudo perdeu seu valor, e a culpa é nossa, toda nossa, porque a gente banalizou quase tudo, quase tudo que tinha de importante e mágico no mundo. Talvez eu não esteja em minha sã consciência, talvez eu esteja delirando, mas as pessoas estão destruindo tudo, e eu me condeno junto, nós não damos mais valor pra nada, falamos a frase mais linda do mundo como se fosse bom dia, o "eu te amo" é arroz com feijão no nosso cotidiano, e se pararmos pra pensar, isso assusta, mas o que me assusta mais ainda, é a necessidade do ser humano de chamar a atenção, de ser notado, seja lá qual for a maneira, mas parece que a gente vive pra isso, pra tentar agradar todo mundo, pra chamar a atenção, e ser feliz? Cadê aquela sensação tão boa que só aparece quando as coisas são naturais? Na verdade, as pessoas acham que são felizes, porque possuem uma quantia razoável de dinheiro, uma casa bonita, o carro do ano, e um cônjugue com uma aparência e uma reputação apresentável, mas isso é o que tá matando tudo, isso é o grande veneno e a grande arma do mundo, porque isso é material, e a gente está dando mais valor pras coisas materiais do que pro nosso interior, porque quando você para pra pensar, você se toca de que as melhores coisas da vida, o que realmente dá aquela sensação gostosa, que eu não sei se é felicidade, não sei o que é, são coisas pequenas, atos tolos, rídiculos, como eu comentei na postagem anterior, é isso tudo junto, essas coisas pequenas, que fazem da nossa felicidade, uma coisa grande, e talvez eu esteja sendo estúpida, mas o ser humano é a coisa mais burra que existe nesse mundo, porque a gente complica o que é fácil, complica a vida, e é claro que vai chegar alguém e me dizer que eu que sou burra porque houveram vários homens que são conhecidos até hoje como gênios, mas eu respondo: a maioria desses gênios, eram considerados loucos, porque viam, faziam e pensavam coisas que ninguém mais via, e não eles não eram loucos, eles enxergavam a verdade, coisa que noventa por cento das pessoas não veêm. Parece que a gente só busca o prazer na vida, não só o prazer sexual, mas o prazer no geral mesmo, e isos não é viver, isso é só existir. Eu ainda acredito que as pessoas possam abrir os olhos, eu ainda acredito que eu possa me desapegar desses venenos que estão acabando com mundo, talvez demore algum tempo, milhões de anos, não sei, mas eu tenho esperança, esperança de que um dia haja vida no mundo e não só existência.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

as coisas simples;

e tudo vale a pena, tudo que for feito, falado, pensado, existido, tudo. Sabe, essas coisas tolas da vida, elas valem a pena, tomar banho de chuva, tocar campainha e sair correndo, acordar de madrugada pra ver a lua, ouvir milhões de vezes a mesma música, fazer cosquinha em si mesmo, rir do nada, cantar no chuveiro, sair pulando pela rua, passar um trote, dar um abraço inesperado em alguém, falar a primeira coisa que vem a cabeça, ver desenho tomando nescau quente, se entupir de chocolate, dormir na aula, jogar alguém na piscina, imitar alguém por 3 horas consecutivas, fazer greve de fome, fazer birra, tirar uma palhinha da cara de alguém, dar e receber cantadas idiotas, olhar as nuvens se mexendo, plantar um feijão num algodão, desenhar numa parede branquinha, ter ataque de riso, cantar bem alto na rua, ouvir músicas extremamente bregas, topar as loucuras do seu amigo, dar uma de louco, ficar vesgo, fazer caretas, brincar de mimica, jogar o jogo da velha no meio da aula, falar sozinho, mascar chiclete e grudar tudo na cara, berrar quando tem vontade, fazer uma tatuagem de chiclete, tomar banho de mar de noite, olhar as estrelas, apostar corrida, ler tirinhas, inventar desculpas ridículas, ver o nascer do sol, ser demente, soltar água pelo nariz, chorar de tanto rir, colocar a camisa do avesso, esquecer que tem um bago de feijão no seu dente, ser sonâmbulo, ir na padaria de pijama, fazer piquiniques, sonhar acordado, ler um livro, não entender nada e mesmo assim dizer aham, fingir que é um pato, fingir que é gago, dar uma de homer simpsom, subir numa árvore, roubar goiaba do pé do vizinho, pegar um ônibus errado, tropeçar, cair de bunda, falar errado, dormir e babar no travesseiro, fingir que tá dormindo, dar um susto em alguém, roubar no par ou ímpar, andar por ai sem destino, VIVER, viver é tão amplo, tão cheio de vida, tão cheio de emoção, que chega a ser ridículo não dar valor a vida.